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Juicio por fraude de 17,3 milhões de euros em La Manga del Mar Menor

Juicio sobre estafa de 17,3 millones de euros en La Manga del Mar Menor

Um julgamento de grande importância está prestes a começar na Quinta Secção do Tribunal Provincial, localizada em Cartagena. O caso envolve seis indivíduos acusados de fraudar 17,3 milhões de euros de cidadãos britânicos em transações imobiliárias em La Manga del Mar Menor em 2005 e 2006.

De acordo com as investigações, dois gerentes de uma filial bancária em La Manga concederam 327 empréstimos hipotecários e 78 empréstimos pessoais a múltiplos indivíduos do Reino Unido para adquirir propriedades nessa região costeira. Outro acusado, proprietário de uma empresa comercial, forneceu as casas que foram objeto de compra e venda, a maioria proveniente de empresas imobiliárias. Além disso, outras duas pessoas forneceram a maioria dos compradores, todos residentes em Plymouth, no sudoeste da Inglaterra. Além disso, um dos acusados, na qualidade de advogado, atuou como procurador dos compradores nas operações de financiamento.

O Ministério Público solicita uma pena de 5 anos de prisão e o pagamento de uma multa diária de 12 euros durante 10 meses para cada acusado, bem como a restituição do dinheiro fraudado e dos respectivos juros legais. Os acusados ​​utilizaram o produto financeiro conhecido como “Hipoteca assegurada”, destinado apenas ao financiamento de residências habituais, mas não foram realizados os estudos necessários para garantir a solvência dos destinatários.

O valor total dos empréstimos hipotecários concedidos foi significativamente maior do que o valor real das casas adquiridas, gerando um excedente de 17,3 milhões de euros. Esse dinheiro não foi utilizado nas transações de compra e venda nem entregue aos mutuários, mas foi usado pelos acusados ​​para enriquecimento ilícito.

A instituição bancária cancelou a maioria das transações, perdoando tanto o valor principal quanto os juros dos empréstimos, em troca de receber as casas como forma de pagamento.

Este caso evidencia a importância de acompanhar rigorosamente e minuciosamente as transações imobiliárias, bem como a necessidade de garantir a solvência dos compradores para evitar casos de fraude como esse.

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